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Pedro Santos Reynaers

Curioso por natureza, ávido leitor, apaixonado pela vida, há nove anos que deixa a sua marca na Reynaers. Tinha apenas doze quando nasceu este "amor para a vida toda" pelo alumínio. 

Quem é o Pedro? O que podemos saber sobre ti?

É uma pessoa trabalhadora, dedicada, amiga de ajudar e às vezes exageradamente detalhada…

… é defeito de fabrico de uma pessoa eminentemente técnica?

Sim, faz parte. Na área, por norma, certas coisas precisam sempre de ser detalhadas. Depois, por vício ou hábito, às vezes acabo por detalhar coisas que não precisam ser tão detalhadas.

E fora do trabalho?

Sou uma pessoa que gosta de ler, de estudar sobre diversos temas: arte, arquitetura, fotografia, cinema, economia, inovação, política, história... Levanto-me às 06h30 para ir ao ginásio – ou dar uma volta de bicicleta - antes de começar a trabalhar – é bom queimar alguma energia e aumentar o foco. Sábado de manhã, é dia de ir ao parque com o meu pequeno e à tarde, por norma fazemos um programa todos juntos. Há fins-de-semana que saímos para ir visitar os meus pais ou os meus sogros. Tenho essa partilha de momentos muito incutida na minha vida familiar e isso é muito importante para mim.

2016 almoço natal pedro reynaers

Curioso por natureza, certo?

Sim, sem dúvida.  Tenho sempre necessidade de ir à essência da questão, procurar respostas, nas mais diferentes áreas. Brinco muito com colegas e amigos “Eu leio tudo, para que vocês não tenham que ler!”.

Como é que nasceu este amor pelo alumínio?

Comecei com 12 anos a trabalhar na empresa do meu pai. Dos 12 à faculdade, férias não havia! Os meus amigos esperavam por mim e pelo meu irmão do meio até às 6 da tarde para fazer um grupo de 10 e ir jogar à bola. Mas eu gostava mesmo daquilo. Lá havia um dia ou outro que os outros iam à praia e me custava não poder ir. Aos 13 fazia janelas, metia vedantes. Conseguia fazer até de olhos fechados, conhecia as peças pelo tato…  Acho que isso contribuiu muito para a empatia que tenho com os nossos clientes. Eu sinto as dores deles, porque já estive do outro lado.  E trouxe-me um olho treinado para validar os desenhos de soluções quanto à viabilidade, ou complexidade, de execução.

Pedro Santos Reynaers

Numa formação de produto, em 2021.

E como é que o teu caminho se cruzou com a Reynaers?

Na altura estava a trabalhar com o meu pai. Tocava muitos instrumentos, mas não me permitia especialização.  Durante alguns anos compensei essa necessidade a trabalhar como freelancer para empresas externas. Em 2013, surgiu uma oportunidade na Reynaers à escala global. Estava solteiro e um pouco aborrecido com a rotina, precisava de mudar de ares. Como era um desafio internacional despertou aquela curiosidade que há em mim.

Estiveste na Bélgica?

Estive uns tempos lá, mas fiquei a trabalhar para a Project Cell do grupo, a partir de Portugal. Assim fiquei durante quatro anos, até 2017. Desenvolvi soluções à medida em alumínio para mercados em todo o mundo: Ucrânia, Rússia, Reino Unido, Irlanda, Austrália, França, Itália, Estados Unidos, China, Tailândia e mais… Cheguei a receber especificações em Mandarim, em Russo! Foi uma fase muito interessante! Passaram pela equipa quatro pessoas que entretanto foram para a Bélgica, para Moçambique ou seguiram outros rumos profissionais.

Almoço Natal 2021 Reynaers

Com o Alfredo, Gilda, Natalina, Nuno e Marta, no almoço de Natal em 2021.

Pode dizer-se que plantaste um bocadinho de ti nessas pessoas?

Acho que sim. Obviamente guardo tudo isso com saudade. Não sou uma pessoa de ir atrás das amizades que passam, mas tenho todo o respeito  e guardo saudades. Fico feliz por elas quando recebo boas notícias! Dessa fase, sei que ensinei muito e sei que também aprendi. Entretanto, a casa-mãe decidiu concentrar toda a equipa de project cell na Bélgica, na mesma altura em que tivemos algumas mudanças na estrutura aqui em Portugal.  Desde aí, que desempenho a minha função atual na Direção Técnica para os mercados sobre a chancela da Reynaers Portugal. 

 

… ou seja, o “chato” de serviço?

Exato! Hoje em dia tenho duas principais funções: resolver os problemas que surgem e evitar que surjam problemas, o que muitas vezes faz de mim uma “persona non-grata”. Ainda há pouco estive a dar uma formação a clientes e comecei por perguntar: Há aqui alguém que seja anarquista ou apologista de uma terra sem lei? Acho que como Reynaers temos o dever de passar o nosso melhor conhecimento sobre as questões técnicas e regulamentares. O nosso objetivo é ensinar a fazer bem à primeira, para que não surjam problemas depois.

 

Um momento que te tenha marcado aqui na Reynaers?

… marcou-me muito o ano de 2016.  Um ano em que fizemos todo o nosso trabalho e tivemos resultados péssimos aqui em Portugal. Na altura ainda estava na Project Cell, mas vivia a Reynaers daqui.  Foi um ano de frustração. 2021 também me marcou muito: também nos esforçamos imenso, mas desta vez alcançámos resultados excecionais. Por isso, se há uma coisa que retiro deste dois anos de 2016 e 2021 é que não devemos ser demasiado derrotistas num ano mau, nem devemos embandeirar em arco num ano bom!

Ocorre-me logo dizer que 54% de todo o alumínio que fornecemos é reciclado.

Pedro Santos

Diz-me algo sobre a Reynaers que nem todos saibam, mas todos deviam saber?

Ocorre-me logo dizer que 54% de todo o alumínio que fornecemos é reciclado. E não é mais porque não há mais quantidade para reciclar tal é a sua durabilidade. Nós não escolhemos os clientes a quem dizemos que vendemos 100% de alumínio reciclado e a outros clientes 0% de alumínio reciclado. Nós garantimos a todos os nossos clientes que em média 54% do alumínio é reciclado e consome metade das emissões de CO2 que a média da indústria.  A segunda questão, também muito importante é a quantidade de ensaios de produto que disponibilizamos a custo zero aos nossos clientes. Temos cerca de 4.000 Ensaios de Tipo Inicial, o que se traduz em poupança financeira para os nossos clientes e também de tempo. Isso é algo que deve ser muito valorizado!

Do que mais gostas na Reynaers?

Gosto sobretudo da visão de longo prazo do grupo. Em 2008, quando compraram a Alupol, olharam para o futuro. Havia um armazém que entenderam não ser suficiente para o que a Reynaers seria daí a muitos anos. E investiram em novas instalações. E mais. passámos aqui em Portugal anos complicados, mas não deixaram de continuar a apostar em nós e no país. Muitas outras empresas tinham “fechado a loja” aqui e rumado para outro lado.  Gosto que respeitem a cultura e as competências das pessoas dos países onde estão presentes. Não temos aqui um belga, todos temos o português como língua materna.  Somos uma multinacional, mas lutamos tanto pela nossa empresa, como pelo nosso país. Temos muita incorporação de valor local em serviços e produtos. Gosto da sensação de estar aqui para o futuro. Identifico-me muito com as questões ligadas à sustentabilidade e com o “modus operandi” de fazer o que tem de ser feito. Não o que é mais fácil ou mais rápido. Acho que dentro do que está ao seu alcance, a Reynaers é um grande exemplo.

9 anos em imagens

  • Projeto Santa Casa 2013 Reynaers
  • Almoço Natal 2015 Reynaers
  • SRU LX 2015 Reynaers
  • 25 anos Reynaers 2018
  • 25 anos Reynaers 2018
  • Envolvente Transparente 2018 Reynaers
  • Passive House Soudal Reynaers 2019
  • SRU LX 2019 Reynaers
  • Inauguração ExC 2020
  • Formação ExC 2020
  • Kick off Reynaers 2022

1. No projeto Santa Casa da Misericórdia, 2013

2. No almoço de Natal, 2015

3. Na primeira conferência da Semana de Reabilitação Urbana de Lisboa, 2017

4. A dar formação da Envolvente Transparente a um grupo de arquitetos, no Espaço Reynaers Lisboa, 2018

5. Nos 25 anos da Reynaers, com os colegas Abel Batista, Jorge Ferreira e João Arcanjo, 2018

6. Com os colegas João Cardoso e Nuno Évora, 2018

7.  Na Passive House em parceria com a Soudal, 2019

8. Palestrante na Semana da Reabilitação Urbana do Porto, 2019

9. Na inauguração do Expert Center, com os colegas: Carlos Dias, Pedro Gomez, Cátia Alves, Anthony Oliveira, Mauro Lopes, Nuno Évora, Sabrina Oliveira, Marta Ramos e João Cardoso, 2020

10. Uma das primeiras formações em tempos de pandemia, 2020

11. Na reunião de kick-off, Janeiro de 2022