Sustentabilidade de todos os ângulos: uma conversa sobre o futuro do setor
Na Reynaers Aluminium, temos uma missão muito clara: melhorar os espaços onde as pessoas vivem e trabalham. Num contexto em que a sustentabilidade se tornou uma prioridade global, procuramos promover uma abordagem holística e integrada, rompendo com a chamada “visão em túnel”, um mau hábito de olhar a sustentabilidade apenas de uma perspetiva. É com essa convicção que lançámos recentemente a campanha “Sustentabilidade de todos os ângulos”, uma iniciativa que incentiva o pensamento crítico, aprofunda o debate e desafia os profissionais do setor a olhar para o quadro todo.
Quais são as principais áreas de atuação e os produtos que distinguem a empresa no mercado?
Em poucas palavras, desenvolvemos sistemas para janelas, portas e fachadas, integrados num ecossistema de serviços que acompanha o projeto de A a Z. Por um lado, o suporte técnico especializado da nossa equipa, presente desde a fase inicial até ao pós-venda. Por outro, um ecossistema digital que assegura o acompanhamento de todas as etapas, do design ao fim de vida do edifício. Os nossos parceiros diretos, serralheiros de alumínio, estão no centro da nossa ação.
Que papel desempenha a investigação e desenvolvimento (I&D) na criação de novos materiais mais eficientes?
A I&D desempenha um papel central na criação de novos materiais ao permitir colocar no mercado soluções inovadoras que respondem aos desafios do binómio desempenho–sustentabilidade. O nosso processo de desenvolvimento baseia-se nos princípios do eco-design: na utilização racional da matéria-prima, na simplificação dos componentes e na otimização contínua dos desempenhos. A par e passo, acompanhamos estes produtos com formação e ferramentas digitais que ajudam os nossos parceiros a ganhar controlo sobre os processos, tornando-os mais eficientes e com resultados mais previsíveis. Esta transformação gera benefícios reais num setor muito afetado pela escassez de mão de obra qualificada, pela complexidade das cadeias de fornecimento e pela forte interdependência entre várias partes, ao longo de vários anos.
Como é que os vossos materiais contribuem para reduzir o consumo energético nos edifícios?
Os verões estão cada vez mais quentes e os invernos mais frios, com um impacto direto na eficiência energética dos edifícios, tanto no aquecimento como no arrefecimento. Importa salientar que o carbono operacional representa cerca de 70% da pegada total de um edifício. As nossas soluções contribuem de forma significativa para a sua redução – muitas têm certificações como Passive House ou Minergie – ajudando a diminuir consumos, emissões e custos ao longo de toda a vida útil do edifício e, naturalmente, a proporcionar maior conforto aos seus utilizadores.
A eficiência térmica é uma das dimensões centrais da nossa estratégia e é amplamente abordada na campanha de sensibilização “Sustentabilidade de todos os ângulos”. Outras dimensões, como o carbono incorporado nos edifícios, a durabilidade, a resistência a condições climáticas extremas e a conformidade com o Pacto Ecológico Europeu, entre outras, são fundamentais para garantir edifícios mais sustentáveis e resilientes.
Quais os próximos passos da empresa no caminho da sustentabilidade e da inovação?
O próximo passo imediato é continuar a cultivar uma visão de 360 graus. Embora seja mais fácil adotar uma “visão em túnel”, focada apenas numa dimensão, entendemos que o verdadeiro progresso vem de olhar para o quadro todo. É o que se espera de uma empresa que opera à escala global e que se mantém familiar. Queremos manter um diálogo aberto, incentivar a fazer mais perguntas e a construir melhores respostas.
O Green Deal Europeu está a mudar o setor, e nós vemos isso como uma oportunidade. Já assumimos metas mais ambiciosas quando em 2019 aderimos à Science Based Targets initiative – uma iniciativa das Nações Unidas e do WWF entre outras organizações – que guia e monitoriza a nossa estratégia de sustentabilidade.
Para nós, não se trata apenas de cumprir regulamentos. É liderar pelo exemplo e ajudar os nossos parceiros a navegar esta complexidade.
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Entrevista a Marta Ramos originalmente publicada na revista nº213 da APCMC