Edifício Pharmacia
Localizado próximo do centro histórico do Porto, o Edifício Pharmacia devolve vida à antiga Faculdade de Farmácia, preservando a sua identidade e abrindo-se a uma nova forma de habitar e trabalhar.
Promovido pelo Grupo Violas Ferreira e assinado pelo arquiteto Duarte Morais Soares, o projeto parte de um icónico edifício histórico, reconvertendo-o a novas utilizações, enquanto o liga a um novo edifício no logradouro. Uma intervenção onde a memória do lugar e as exigências contemporâneas se articulam para dar origem a um conjunto que expande o sentido precisamente na relação entre as suas partes.
O edifício original passou a acolher seis unidades de escritórios caracterizadas por proporções generosas, grandes pés-direitos e amplos vãos envidraçados que asseguram abundante luz natural, criando ambientes flexíveis e confortáveis, adequados às formas contemporâneas de trabalho.
Ao preservarmos os grandes vãos exteriores, os pés-direitos elevados e a estrutura em pedra do edifício, conseguimos manter uma leitura clara da sua matriz histórica, evidenciando o passado académico e cultural e valorizando simultaneamente o espaço interior em termos de escala, iluminação natural e expressão construtiva.
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Arq. Duarte Morais Soares
No logradouro, o novo edifício residencial integra 28 unidades, maioritariamente estúdios, complementados por um número reduzido de apartamentos T1. O espaço exterior articula os dois volumes e funciona como espaço de estar e lazer que convida a momentos partilhados em comunidade.
Sustentabilidade de todos os ângulos
A opção pela reabilitação evidencia, logo na génese, uma abordagem sustentável ao prolongar o ciclo de vida da estrutura existente, sendo essa, contudo, uma orientação transversal a todo o projeto. A reabilitação do edifício histórico foi acompanhada pela integração de soluções construtivas contemporâneas, incluindo a melhoria do isolamento térmico das fachadas e coberturas e a instalação de sistemas de caixilharia de elevado desempenho, contribuindo para um ambiente interior mais eficiente e confortável. Neste contexto, foi adotado o sistema SlimLine 38 da Reynaers Aluminium, cujo “look and feel” inspirado nos antigos caixilhos de aço dialoga com o carácter do edifício histórico, conciliando a elegância das linhas com um elevado desempenho térmico. Para além da vertente estética e funcional, destaca-se pela sua durabilidade, reduzida necessidade de manutenção e capacidade de ser totalmente reciclado sem perda de qualidade. O compromisso de SlimLine 38 com a sustentabilidade e a economia circular é comprovado pela certificação de produto Cradle to Cradle.
Todos estes esforços contribuíram para a certificação BREEAM, nível ”Very Good”, um sistema internacional de avaliação da sustentabilidade que analisa os edifícios segundo múltiplos critérios, incluindo o desempenho energético, os materiais utilizados e o bem-estar dos utilizadores.
Um papel renovado no tecido urbano
Para além da intervenção arquitetónica em si, o projeto contribui para reintegrar um edifício emblemático no tecido urbano do Porto, preservando a sua herança arquitetónica e abrindo-o a um novo futuro.
A coexistência de escritórios no edifício reabilitado e de habitação no novo volume cria um lugar híbrido que reforça a dinâmica desta área central da cidade, introduzindo novas vibrações, fluxos e formas de viver a cidade.
Como refere o arquiteto Duarte Morais Soares, “A intervenção procurou valorizar o contexto urbano em que se insere, tornando-o mais dinâmico, reforçando a qualidade do edificado no centro da cidade e potenciando novas formas de uso e de integração. De forma integrada e sustentada contribuir para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.”.
Sistemas Reynaers utilizados
Parceiros envolvidos
Fotógrafo
- Alexander Bogorodskiy
Outros parceiros
- Violas Group (Investors)