Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira

Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira

Os Açores são um território autónomo de Portugal, constituído por 9 ilhas na imensidão do Oceano Atlântico onde, dizem, a mãe natureza criou 9 pequenos mundos, todos repletos de uma beleza natural singular. É na Ilha Terceira, a poucos quilómetros de Angra de Heroísmo - cujo centro histórico é Património da Humanidade pela UNESCO - que nasceu o Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira (TERINOV) implantado num terreno com cerca de 86 mil metros quadrados. Os edifícios que constituem o seu “núcleo principal” foram construídos em 1943, para albergar o Hospital Militar da Terra-Chã, construído pelo Exército Português para dar apoio ao Corpo Expedicionário Português, mas que também serviu os militares ingleses e americanos que então estavam sediados na Ilha.

Os edifícios que constituem o seu “núcleo principal” foram construídos em 1943, para albergar o Hospital Militar da Terra-Chã, construído pelo Exército Português para dar apoio ao Corpo Expedicionário Português, mas que também serviu os militares ingleses e americanos que então estavam sediados na Ilha. O Hospital Militar deixou de funcionar em 1975 e, em 1976, estas instalações passaram a ser utilizadas pelo Polo da Universidade dos Açores da Ilha Terceira. Ao longo dos tempos, os edifícios sofreram ampliações e, paralelamente, foram acrescentados alguns anexos e construções autónomas de fraco valor patrimonial. Com a saída da Universidade para o novo campus do Pico da Urze, em 2004, grande parte dos edifícios foram abandonados, encontrando-se em avançado estado de degradação aquando da decisão de construção do TERINOV neste local.

A partir deste corpo central o edifício manteve a organização do antigo Hospital, com alas simétricas em espinha, ligadas pela emblemática galeria central de 140 metros de comprimento e vistas sobre as zonas ajardinadas implantados entre as várias alas.

O Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira é uma unidade de investigação cujo principal objetivo é aumentar a riqueza da sua comunidade, promovendo uma cultura de inovação e competitividade das empresas e instituições, baseadas no conhecimento. Para alcançar estes objetivos, o TERINOV estimula e gere o fluxo de conhecimento e tecnologia entre universidades, instituições de investigação e desenvolvimento, empresas e mercados; facilita a criação e crescimento de empresas baseadas na inovação através da incubação e processos de spin-off; e disponibiliza outros serviços de valor acrescentado, em espaços e instalações de qualidade. Ao longo de pouco mais de um ano de atividade tem demonstrado capacidade para cativar empresas, impulsionar projetos empreendedores e criar riqueza e emprego.

“O principal desafio foi partir de uma infraestrutura existente, cujo principal valor patrimonial era o seu traçado racional, a sua implantação no terreno e o jardim e ambiente natural circundante, e adaptá-la a um programa funcional completamente diferente. - Arq.º Miguel Cunha”

Respeito pelo original

É uma infraestrutura que se desenvolve por corpos autónomos com uma área bruta total de 5130 metros quadrados, dos quais 3530 são reabilitação e 1600 ampliação. Para Miguel Cunha, arquiteto responsável pelo projeto o grande desafio foi ‘partir de uma infraestrutura existente, cujo principal valor patrimonial era o seu traçado racional, a sua implantação no terreno e o jardim e ambiente natural circundante, e adaptá-la a um programa funcional completamente diferente.’ A opção da equipa projetista passou pela demolição de todos os acrescentos sofridos ao longo do tempo que ‘desvirtuavam o conceito e a organização funcional da construção original do Hospital’ e, com base no profundo conhecimento do local, reabilitar exclusivamente o núcleo principal da infraestrutura. Os espaços exteriores foram potenciados, à luz das melhores práticas, em profundo respeito pelas espécies arbóreas e arbustivas que foram cuidadosamente preservadas. Dada a especificidade do programa de intervenção a caixilharia escolhida teve a dupla função de criar a desejada transparência e continuidade visual e física interior/exterior mas também de assegurar o controlo da luminosidade e exposição solar nos vários espaços interiores e a total estanquicidade dos espaços laboratoriais. Para o Arquiteto Miguel Cunha, ‘tanto em termos estéticos como em termos de robustez e funcionalidade, as soluções preconizadas foram inteiramente de encontro às expectativas e aos pressupostos do projeto’, ao mesmo tempo que a preparação e acompanhamento de obra por parte do instalador Profial permitiu a otimização da solução idealizada ainda antes da sua implementação. As Janelas SlimLine 38 Ferro da Reynaers Aluminium, com o ‘look & feel’ do aço, as portas de correr CP 68 e as portas de uso intensivo CS 77 – testadas para 1 milhão de ciclos - foram as soluções técnicas instaladas na envolvente transparente dos edifícios. Dependendo do ângulo de observação e dos diversos jogos de luz natural – da transparência à opacidade – os edifícios gozam de uma aparência dinâmica, dependendo da hora do dia e do posicionamento das grelhas de ensombramento, instaladas nos alçados sul e ponte, em relação aos vãos.

O TERINOV é um polo aglutinador de inovação e ciência reconhecido além-fronteiras, embora do ponto de vista arquitetónico se mantenha um legado histórico-cultural capaz de responder, a par e passo, aos níveis de conforto, funcionalidade e qualidade de vida no trabalho, do mundo atual.

Os edifícios que constituem o “núcleo principal” foram construídos em 1943, para albergar um Hospital. Conheça melhor a atual organização funcional do complexo.

CORPO A

Constitui o edifício central em “H,” de maior porte, onde estão instalados os Serviços Administrativos e os Espaços de Incubação/Aceleração de Empresas. Ainda neste corpo central insere-se a Cafetaria/Lounge e a Sala Multifunções, espaços como fulcrais de centralidade e confluência de todos os utilizadores e visitantes do Parque. A partir deste corpo central o edifício manteve a organização do antigo Hospital, com alas simétricas em espinha, ligadas pela emblemática galeria central de 140 metros de comprimento, e vistas sobre as zonas ajardinadas implantados entre as várias alas.

CORPO B

No módulo em espinha, do lado norte do edifício central, foram implantados os seis espaços de laboratórios destinados às Indústrias Culturais e Criativas.

CORPO C, D e E

Os três módulos em espinha, do lado sul do edifício central, destinam-se aos laboratórios de indústrias de Investigação e Desenvolvimento, nomeadamente os laboratórios de Biotecnologia, Inovação Tecnológica em Produtos Lácteos e Indústria Agroalimentar.

Ficha Técnica

DONO DA OBRA:

Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia / Governo Regional dos Açores

COORDENADOR GERAL DO PROJECTO:

Arq. Miguel Mendonça Cunha

ARQUITECTURA:

MMC Arquitectura e Design Lda

ENGENHARIAS:

PE Projectos de Engenharia Lda

INFRAESTRUTURAS E ARQ. PAISAGÍSTA:

Projectangra Lda

CONSTRUÇÃO:

CITEL Construtora Ideal da Terceira SA

FISCALIZAÇÃO:

Consulmar Açores